
Kirsty Bryant, moradora de Sydney, na Austrália, viu sua vida mudar em abril de 2021. Durante o parto de sua primeira filha, Violet, ela sofreu uma hemorragia grave e precisou passar por uma histerectomia de emergência, cirurgia que removeu seu útero e acabou com a possibilidade de futuras gestações.
Mesmo grata por ter sobrevivido e por ter uma filha saudável, Kirsty continuou sonhando em aumentar a família. Foi então que sua mãe, Michelle Hayton, de 54 anos, tomou uma decisão extraordinária: doar o próprio útero para a filha.
O transplante foi realizado no Royal Hospital for Women, em Sydney, e se tornou o primeiro transplante de útero bem-sucedido da Austrália. A cirurgia exigiu cerca de 11 horas para a retirada do órgão de Michelle e mais 4 horas para implantá-lo em Kirsty.
Após meses de recuperação e tratamentos de fertilização in vitro, Kirsty conseguiu engravidar. O detalhe que tornou a história conhecida no mundo inteiro é que a gestação aconteceu no mesmo útero em que ela própria havia sido gerada décadas antes.
Em 15 de dezembro de 2024, Kirsty deu à luz um menino saudável, marcando o nascimento do primeiro bebê da Austrália gerado após um transplante de útero realizado no país.
O caso entrou para a história da medicina australiana por representar dois marcos inéditos: o primeiro transplante uterino bem-sucedido da Austrália e o nascimento do primeiro bebê resultante desse procedimento. Além do avanço médico, a história também chamou atenção pelo vínculo familiar envolvido, já que o órgão que permitiu o nascimento do bebê foi doado pela própria avó da criança.
Fonte: @conhecimentoocultoo (Facebook)






