
Em 1998, Omar Bin Omran, então com 19 anos, desapareceu enquanto seguia para a escola na Argélia. Como o caso ocorreu durante a guerra civil argelina, que deixou milhares de mortos e desaparecidos, familiares e moradores acreditaram que ele tivesse sido mais uma das vítimas do conflito.
Durante 26 anos, Omar foi considerado desaparecido. Sua família passou décadas sem saber o que havia acontecido e chegou a acreditar que ele estivesse morto. Sua mãe faleceu em 2013 sem descobrir que o filho continuava vivo.

A reviravolta aconteceu em 12 de maio de 2024, quando autoridades receberam uma denúncia e iniciaram uma investigação na cidade de El Guedid, na província de Djelfa. Durante as buscas, Omar foi encontrado vivo em uma propriedade localizada a apenas 200 metros da casa onde cresceu.
Segundo as autoridades, ele estava escondido em um porão e em áreas cobertas por feno dentro da propriedade de um vizinho de 61 anos, apontado como principal suspeito do sequestro. O homem tentou fugir após a descoberta, mas acabou preso.
De acordo com relatos divulgados pela imprensa local, Omar afirmou que, durante o período em que permaneceu em cativeiro, acreditava estar sob algum tipo de feitiço lançado pelo sequestrador. Ele também relatou que, em algumas ocasiões, conseguia ver familiares à distância, mas nunca conseguiu pedir ajuda.
As autoridades argelinas classificaram o caso como um crime grave e iniciaram uma investigação para esclarecer todos os detalhes do desaparecimento e do longo período em que Omar permaneceu em cativeiro. Após ser encontrado, ele foi encaminhado para receber atendimento médico e acompanhamento psicológico.
Fonte: @conhecimentoocultoo (Facebook)






